Carta Verde Uruguaipor Economize On Emitir agora
Sancor Seguros · SUSEP 15414.626685/2023-29

6 portasde entrada

São seis travessias terrestres entre Brasil e Uruguai — e quatro delas são fronteira seca, onde você cruza a rua e muda de país. Em todas, a aduana pede o certificado Carta Verde. Emita o seu em minutos, antes de pegar a estrada.

Emitir certificado — a partir de R$ 46 Pix ou cartão · certificado por e-mail e WhatsApp
1.068 kmde fronteira comum entre os dois países
US$ 40 milpor pessoa vitimada em danos corporais
3 a 365dias de vigência, você escolhe
Brasil Uruguai Arraste para girar · toque num ponto verde
Resposta curta

O que é a Carta Verde

A Carta Verde é o seguro obrigatório de responsabilidade civil que todo veículo com placa brasileira precisa ter para circular no Uruguai, na Argentina e no Paraguai. Ela paga os danos que você causar a terceiros — outros carros, muros, pedestres — em moeda estrangeira, sob as regras do país onde o acidente aconteceu. Não cobre o seu próprio veículo nem quem viaja dentro dele. É exigida na aduana em qualquer travessia, mesmo numa ida rápida ao free shop do outro lado.

Quem exige
Acordo do Mercosul, fiscalizado na aduana uruguaia
Quem garante o risco
Sancor Seguros S.A. · CNPJ 17.643.407/0001-30
Quanto custa
De R$ 46 (3 dias) a R$ 212 (30 dias)
Quanto demora
Minutos — certificado digital, sem vistoria
Vale também para
Argentina e Paraguai, na mesma apólice
Não vale para
Chile, que exige o SOAPEX local
km 01 / o que está dentro e o que está fora

A parte que ninguém
lê antes do acidente

A Carta Verde é um seguro de responsabilidade civil, não um seguro de viagem e nem um seguro auto. A diferença cabe em uma frase: ela protege o outro, não você. Quem entende isso antes de sair de casa não tem surpresa na estrada.

O que a apólice paga

  • Danos materiais a terceiros: carros atingidos, muros, portões, mercadoria danificada.
  • Danos corporais a terceiros: despesas médicas e hospitalares, invalidez permanente e morte.
  • Honorários de advogado e custas judiciais se você responder a processo no país vizinho.
  • Atendimento intermediado: a Sancor do Brasil abre o sinistro e conduz o caso junto à Sancor uruguaia.

O que a apólice não paga

  • Danos ao seu próprio veículo — colisão, incêndio, roubo. Para isso existe a extensão Mercosul do seguro auto.
  • Lesões no motorista e nos passageiros do carro segurado.
  • Reboque, guincho, hospedagem, carro reserva e despesas de viagem.
  • Acidente com condutor embriagado ou sob efeito de drogas — e atenção: no Uruguai a tolerância de álcool ao volante é zero.
Limites de indenização — padrão Mercosul, em dólares americanos
GarantiaLimite
Danos corporais, por pessoa vitimadaUS$ 40.000
Danos corporais, máximo por eventoUS$ 200.000
Danos materiais, por bem atingidoUS$ 20.000
Danos materiais, máximo por eventoUS$ 40.000
Honorários advocatíciosaté 50% da indenização

Confirme os limites vigentes no certificado emitido. As condições gerais do produto prevalecem sobre qualquer resumo desta página.

km 02 / quem responde quando dá errado

Corretora não paga sinistro.
Seguradora paga.

Muito site de Carta Verde escreve "seguradora autorizada" e não diz qual. Aqui vai a informação inteira, para você conferir no site da SUSEP antes de pagar qualquer coisa.

Carrega o risco

Sancor Seguros S.A.

Seguradora do Grupo Sancor Seguros, com cerca de 80 anos de mercado, presença nos países do Prata e mais de dez anos de operação no Brasil. Na prática isso muda o seu caso: quando o acidente acontece do outro lado da fronteira, a operação brasileira abre o sinistro e conduz os trâmites junto à Sancor do país onde ocorreu — o terceiro é atendido pela rede do próprio grupo, em espanhol, sem você virar intérprete.

CNPJ
17.643.407/0001-30
Processo SUSEP
15414.626685/2023-29
SAC
0800 200 0392
Aviso de sinistro
4003 0395 · 0800 200 0395
Vende, emite e dá suporte

Economize On

Corretora de seguros registrada, fundada em setembro de 1999 e sediada em São Paulo. Cota com mais de vinte seguradoras e já passou de 200 mil apólices emitidas. Nossa função aqui é achar o menor preço válido, emitir o certificado correto para a sua rota e atender você antes e durante a viagem — a indenização, quando existe, sai da seguradora.

Razão social
Economize On – Corretora de Seguros Ltda
CNPJ
03.417.343/0001-44
Fundação
27/09/1999
Responsável técnico
Cláudio Royo · Registro SUSEP 222142178
km 03 / vigências e preços

Escolha pelo dia
da volta, não pelo da ida

A vigência precisa cobrir todos os dias em que o veículo estiver fora do Brasil — inclusive se você emendar a Argentina no mesmo roteiro. Se a apólice vencer no meio da viagem, você fica sem cobertura e sem documento válido para o retorno.

3 dias R$ 46 R$ 15,33 por dia · free shop e volta Emitir
7 dias R$ 86 R$ 12,29 por dia · Punta ou Montevidéu Emitir
Mais escolhido 15 dias R$ 142 R$ 9,47 por dia · litoral completo Emitir
30 dias R$ 212 R$ 7,07 por dia · Uruguai + Argentina Emitir

A Sancor também trabalha com vigências de 45, 90 e 365 dias. O plano anual costuma compensar para quem mora na faixa de fronteira — em Livramento, Chuí ou Jaguarão — e cruza toda semana. Faça a cotação para o período que você precisa. Preços de referência para veículo de passeio e moto de uso particular, pessoa física; o valor final aparece na cotação.

km 04 / fronteira terrestre brasil–uruguai

As 6 travessias
por terra

Brasil e Uruguai dividem cerca de 1.068 km de fronteira, inteira com o Rio Grande do Sul. É a fronteira mais amigável do continente: quatro das seis travessias são secas, com cidades gêmeas onde a linha divisória passa no meio da avenida. Ainda assim, para o veículo circular legalmente do outro lado, o certificado Carta Verde é exigido junto com o CRLV.

01

Chuí Chuy

Fronteira secaRS · RochaA rota do litoral

A porta de entrada de quem vai à praia: fim da BR-471, com a linha divisória correndo pelo canteiro da avenida principal. Do outro lado começa a Ruta 9, que leva a Punta del Diablo, La Paloma, Punta del Este e Montevidéu. Free shops dos dois lados e movimento intenso no verão — a aduana fica alguns quilômetros adiante, não na cidade.

02

Jaguarão Río Branco

PonteRS · Cerro LargoPatrimônio histórico

Ponte Internacional Barão de Mauá, sobre o rio Jaguarão — inaugurada em 1930 e tombada como patrimônio pelos dois países. Alternativa mais tranquila ao Chuí para quem sai de Pelotas rumo a Montevidéu pela Ruta 26 e Ruta 8.

03

Aceguá Aceguá

Fronteira secaRS · Cerro LargoCidade gêmea

Mesmo nome dos dois lados da linha. Passagem pequena e calma no caminho de Bagé para Melo, boa para quem quer cruzar sem fila e seguir pelo interior uruguaio pela Ruta 8.

04

Santana do Livramento Rivera

Fronteira secaRS · RiveraFronteira da Paz

A cidade dividida mais famosa do continente: a Praça Internacional pertence aos dois países e você troca de nação atravessando a rua. Polo de free shops e porta central do Uruguai pela Ruta 5, direto a Montevidéu. Atenção: circular pela zona urbana é livre, mas para seguir viagem ao interior uruguaio o veículo precisa estar documentado — Carta Verde inclusive.

05

Quaraí Artigas

PonteRS · Artigas

Ponte Internacional da Concórdia, sobre o rio Quaraí. Travessia de movimento regional, útil para quem está na fronteira oeste e quer entrar no noroeste uruguaio rumo a Salto e às termas.

06

Barra do Quaraí Bella Unión

PonteRS · ArtigasTríplice fronteira

No encontro do Brasil, do Uruguai e da Argentina. Daqui você segue pelo litoral do rio Uruguai até Salto e Paysandú — ou cruza para a Argentina em Monte Caseros. É o ponto de partida natural do roteiro que emenda os três países.

Nas fronteiras secas, a área urbana costuma ter livre circulação local — mas isso não dispensa a documentação do veículo para seguir viagem. Postos menores têm horário de atendimento variável; confirme no dia.

km 05 / para onde essa apólice te leva

Os roteiros clássicos
pelo Uruguai

O Uruguai é o país mais fácil da América do Sul para viajar de carro: distâncias curtas, estradas boas e tudo a menos de um dia de qualquer ponto. E como a mesma apólice cobre Argentina e Paraguai, ele também é o corredor natural de quem segue para Buenos Aires.

O litoral — a rota que todo mundo faz

Entra pelo Chuí e desce a Ruta 9 com o mar do lado esquerdo. Dá para fazer em qualquer ritmo: um fim de semana até Punta del Diablo ou duas semanas até Colonia.

Chuí Punta del Diablo (45 min) La Paloma José Ignacio Punta del Este (≈ 4h do Chuí) Montevidéu (+2h) Colonia del Sacramento (+2h30)

De Porto Alegre a Punta del Este são cerca de 750 km — dá para fazer em um dia com calma. No verão, saia do Chuí cedo: a aduana enche a partir do meio da manhã.

O centro — Livramento a Montevidéu

A rota de quem sai da metade oeste do estado. Cruza a pé-seca em Livramento–Rivera e desce a Ruta 5, a espinha dorsal do país.

Santana do Livramento Rivera Tacuarembó Durazno Montevidéu (≈ 500 km, 6h)

Estrada tranquila de pampa e pecuária. No inverno, atenção à neblina fechada nas primeiras horas da manhã — é a característica número um dessa rota.

Termas e rio Uruguai

O roteiro de baixa temporada: as termas de Salto e Paysandú, entrando pelo noroeste.

Barra do Quaraí Bella Unión Salto (Termas do Daymán e Arapey) Paysandú (Termas de Guaviyú e Almirón)

De Salto e Paysandú, as pontes sobre o rio Uruguai levam direto à Argentina — Concordia e Colón — sem voltar ao Brasil.

Uruguai + Argentina na mesma viagem

O grande roteiro do Prata: litoral uruguaio, e de Colonia você atravessa para Buenos Aires. A mesma apólice cobre os dois países — só a vigência precisa contar todos os dias fora do Brasil.

Colonia balsa a Buenos Aires (≈ 1h15, veículo embarca junto)
por terra: Fray Bentos → Puerto Unzué · Paysandú → Colón · Salto → Concordia

Vai de carro para a Argentina por outra rota? O guia completo das 9 travessias Brasil–Argentina está no nosso site de Carta Verde Argentina. Roteiro pela Tríplice Fronteira? Veja o guia de Foz do Iguaçu. Vai de moto? Veja o guia de duas rodas.

Combustível

A gasolina uruguaia é bem mais cara que a brasileira. Regra prática: cruze com o tanque cheio e, nas cidades de fronteira, abasteça sempre do lado brasileiro. No interior, os postos da ANCAP são confiáveis, mas mais espaçados que no Brasil.

Pedágios

As rutas principais têm praças de pedágio. Leve pesos uruguaios ou cartão internacional — nem toda praça aceita real, e depender disso é aposta. Quem roda muito pelo país pode avaliar a etiqueta de telepeaje.

Regras que pegam brasileiro

Farol aceso sempre, mesmo de dia. Tolerância zero de álcool ao volante — zero mesmo. Velocidades menores que as brasileiras e radar frequente nas entradas de cidade. No inverno, neblina séria nas rutas do interior.

km 06 / o que acontece na guarita

Como funciona
a passagem

A parada tem duas etapas: migração, que registra as pessoas, e alfândega, que libera o veículo. A Carta Verde é pedida na segunda. Nas fronteiras secas, atenção: o posto de controle nem sempre fica na linha da cidade — pode estar alguns quilômetros adiante, na ruta. Não passe reto.

Documentos do veículo

  • CRLV do ano vigente, sem restrição.
  • Certificado Carta Verde, impresso e no celular.
  • Autorização de uso de veículo, com firma reconhecida, se o proprietário não estiver a bordo.
  • Veículo financiado: autorização do banco para saída do país.

Documentos das pessoas

  • RG em bom estado, emitido há menos de dez anos, ou passaporte válido.
  • CNH válida — ela dirige, mas não substitui o documento de viagem.
  • Menores desacompanhados de um dos pais: autorização com firma reconhecida.
  • Pets: atestado sanitário internacional emitido pelo Vigiagro.

Dinheiro e detalhes

  • Leve pesos uruguaios ou cartão para os pedágios da rota.
  • Free shop tem cota e regras próprias na volta — guarde as notas.
  • Salve o certificado offline — sinal de celular na fronteira é aposta ruim.
  • Emita antes de sair de casa. Na fronteira você paga mais caro e depende de internet.
km 07 / perguntas frequentes

Tudo que perguntam
antes de comprar

Quarenta respostas diretas. Se a sua dúvida não estiver aqui, fale com a gente antes de pagar — é melhor para nós dois.

Obrigatoriedade e lei

A Carta Verde é mesmo obrigatória para entrar no Uruguai?

Sim. É exigida por acordo do Mercosul para qualquer veículo registrado no Brasil que circule em território uruguaio, independentemente do motivo e da duração da viagem.

Vou só ao free shop de Rivera ou do Chuy. Preciso mesmo assim?

Nas cidades gêmeas de fronteira seca existe livre circulação na área urbana, e muita gente cruza a pé ou de carro sem parar em posto nenhum. Mas isso é tolerância local, não é direito documentado: para circular legalmente com o veículo em território uruguaio — e principalmente para seguir além da zona urbana — a Carta Verde é exigida. Se houver fiscalização ou, pior, um acidente do lado de lá, estar sem ela sai muito caro. Por R$ 46 de um plano de 3 dias, não vale o risco.

O que acontece se eu for pego sem ela?

O cenário mais comum é não ser liberado no controle e ter que resolver ali, pagando mais caro e perdendo horas. Também existe risco de multa e retenção do veículo. E num acidente, você responde pessoalmente pelos danos, em moeda estrangeira.

Qual é a base legal disso?

Os acordos de transporte do Mercosul e as resoluções do Grupo Mercado Comum, que padronizam coberturas mínimas e o certificado bilíngue. No Brasil, o produto é regulado pela SUSEP sob o nome Seguro Carta Verde.

Por que "carta verde" se o documento é digital?

Porque até pouco tempo atrás o certificado precisava ser impresso em papel verde. A Circular SUSEP nº 614/2020 dispensou a exigência e liberou o formato digital. O nome ficou.

Moro na fronteira e cruzo toda semana. Emito sempre?

Você precisa estar coberto sempre que circular do lado uruguaio. Para quem vive em Livramento, Chuí, Jaguarão ou Quaraí, a vigência de 365 dias sai muito mais barata do que emitir avulso. Peça a cotação do anual.

Cobertura e limites

A Carta Verde cobre o meu carro?

Não. Ela cobre exclusivamente danos que você causar a terceiros não transportados. Seu veículo, seus passageiros e você mesmo ficam de fora. Para proteger o próprio carro no exterior, contrate a extensão Mercosul no seu seguro auto brasileiro antes da viagem.

Quais são os valores de indenização?

Danos corporais: até US$ 40 mil por pessoa vitimada, com teto de US$ 200 mil por evento. Danos materiais: até US$ 20 mil por bem atingido, com teto de US$ 40 mil por evento. Há ainda cobertura de honorários advocatícios limitada a 50% da indenização.

Cobre despesas médicas dos meus passageiros?

Não. Passageiros do veículo segurado não são terceiros para efeito desta apólice. Para eles, o produto certo é um seguro viagem internacional — que também cobre você, o motorista.

Cobre roubo, incêndio ou colisão do meu veículo?

Não. Nenhum dano ao próprio veículo está coberto, seja qual for a causa.

Tem guincho ou assistência 24 horas?

A Carta Verde não é produto de assistência, é responsabilidade civil. Reboque, chaveiro e hospedagem por pane dependem de assistência contratada à parte ou incluída no seu seguro auto.

Existe situação que anula a cobertura?

Sim, e a principal é dirigir sob efeito de álcool ou drogas — e vale lembrar que no Uruguai a tolerância é zero, então uma taça de vinho no almoço já compromete tudo. Também ficam de fora danos dolosos e uso do veículo fora do previsto na apólice. Leia as condições gerais que acompanham o certificado.

Preço, vigência e contratação

Quanto custa?

A partir de R$ 46 para 3 dias. Sete dias saem por R$ 86, quinze por R$ 142 e trinta por R$ 212. Vigências de 45, 90 e 365 dias são cotadas na hora. O valor final depende do período e do tipo de veículo.

Moto é mais barato que carro?

Costuma ser, mas varia por vigência. A cotação mostra o valor exato para a sua moto antes de você pagar qualquer coisa. Se a viagem é de duas rodas, temos um guia inteiro para motociclistas no nosso site de Carta Verde para moto.

Qual vigência devo escolher?

Uma que cubra do dia da saída do Brasil ao dia do retorno, com folga. Se o roteiro emendar a Argentina, os dias do lado argentino contam também — a apólice é a mesma, mas o relógio da vigência é um só.

Posso emitir em cima da hora?

Pode, a emissão sai em minutos. Ainda assim, emita na véspera: se algum dado do CRLV estiver divergente, você corrige em casa, sem a fila da aduana às costas.

Como pago?

Pix ou cartão de crédito. No Pix a confirmação é imediata.

Dá para cancelar ou mudar as datas?

Depois que a vigência começa, o cancelamento não é a regra do produto. Antes do início, fale com a gente imediatamente para verificar o que é possível. Alteração de datas também precisa ser pedida antes do início da vigência.

Documentos e fronteira

Preciso levar o certificado impresso?

O documento vale em formato digital, mas leve impresso mesmo assim. É papel barato contra o risco de celular sem bateria ou sem sinal na guarita.

Que documentos me pedem na aduana?

CRLV do veículo, certificado Carta Verde, CNH válida e documento de viagem — RG em bom estado emitido há menos de dez anos, ou passaporte.

Onde fica o controle nas fronteiras secas?

Nem sempre na linha da cidade. No Chuí, por exemplo, o posto uruguaio fica adiante, na Ruta 9. Siga a sinalização e pare — passar reto pelo controle, mesmo sem intenção, gera problema na saída do país.

Posso viajar com o carro de outra pessoa?

Pode, com autorização de uso de veículo no exterior, com firma reconhecida em cartório. Sem ela, a alfândega não libera a saída do Brasil.

E se o carro for financiado ou alienado?

Você precisa de autorização do banco ou da financeira para levar o veículo ao exterior. Peça com semanas de antecedência: costuma demorar.

Menores de idade precisam de algo especial?

Se a criança viajar sem um dos pais ou com terceiros, é necessária autorização com firma reconhecida. Sem isso, a migração não libera.

Posso levar meu pet?

Sim, com o Certificado Veterinário Internacional emitido pelo Vigiagro antes da viagem. É exigência sanitária separada da Carta Verde.

Como funciona a cota do free shop na volta?

As compras em free shop de fronteira têm cota própria definida pela Receita Federal, separada da cota de bagagem do exterior. Guarde as notas e declare o que passar do limite — a fiscalização na volta do Chuí e de Rivera é rotineira.

Dirigindo no Uruguai

Minha CNH brasileira vale no Uruguai?

Vale, dentro do prazo de validade. A Permissão Internacional para Dirigir não é obrigatória, mas facilita a conversa se você for parado.

Quais regras de trânsito mudam em relação ao Brasil?

As três que mais pegam brasileiro: farol aceso obrigatório o tempo todo, tolerância zero de álcool ao volante e limites de velocidade menores, com radar frequente na entrada das cidades. Cadeirinha para crianças segue lógica parecida com a brasileira.

Como são os pedágios?

As rutas principais têm praças de pedágio. Pague em pesos uruguaios ou cartão internacional; não conte com aceitar real. Quem circula muito pode avaliar a etiqueta eletrônica de telepeaje.

E o combustível?

Bem mais caro que no Brasil. Cruze com o tanque cheio e, se a viagem for curta, dá para quase não abastecer lá. No interior os postos são mais espaçados — não deixe passar da metade do tanque.

Dirigir no inverno uruguaio tem pegadinha?

Neblina. As rutas do interior amanhecem fechadas com frequência entre maio e agosto. Evite rodar de madrugada, use farol baixo na neblina e aumente a distância do carro da frente.

Rotas e outros países

A mesma apólice vale para a Argentina e o Paraguai?

Sim. A Carta Verde cobre Argentina, Paraguai e Uruguai. Informe todos os países da rota na contratação para o certificado sair correto.

Quero emendar Buenos Aires. Como faço?

Duas formas: pela balsa de Colonia, que atravessa o rio da Prata em cerca de uma hora e leva o veículo junto, ou por terra pelas pontes de Fray Bentos, Paysandú ou Salto. Nas duas, a mesma Carta Verde segue valendo — só garanta vigência para todos os dias da viagem.

Na balsa Colonia–Buenos Aires a Carta Verde é exigida?

O embarque do veículo passa por controle aduaneiro dos dois lados, e a documentação completa do carro — Carta Verde incluída — é conferida. Reserve a passagem do veículo com antecedência na alta temporada.

A Carta Verde vale no Chile?

Não. O Chile exige o SOAPEX, seguro obrigatório local para veículos de placa estrangeira, contratado à parte.

Qual travessia escolher para Montevidéu?

Depende de onde você sai. Do litoral gaúcho e de Porto Alegre, o Chuí pela Ruta 9. Da metade oeste do estado, Livramento–Rivera pela Ruta 5. As duas chegam bem; a do litoral é mais bonita, a do centro é mais direta para quem já está no oeste.

Existe travessia aberta 24 horas?

Os controles principais — Chuí e Rivera — operam em horário amplo, mas postos menores como Aceguá e Quaraí têm expediente reduzido. Confirme o horário do posto no dia da viagem, principalmente em feriado.

Se acontecer um acidente

Como aviso o sinistro?

Ligue para a Sancor Seguros do Brasil: 4003 0395 nas capitais ou 0800 200 0395 nas demais localidades. Abra o aviso ainda no exterior, com o número da apólice em mãos.

E o terceiro, como recebe?

Depois que você abre o sinistro no Brasil, o terceiro comunica o caso no Uruguai usando o seu número de sinistro. Os telefones de acionamento em cada país constam no certificado.

Preciso resolver tudo em espanhol?

Não. A operação brasileira da Sancor faz a análise e conduz os trâmites junto à Sancor do país onde ocorreu o acidente. Você fala português com quem te vendeu o seguro.

O que fazer na hora do acidente?

Registre a ocorrência com a polícia local, fotografe tudo, anote os dados e a placa do terceiro e guarde qualquer documento entregue a você. Sem o registro local, a regulação do sinistro fica muito mais difícil.

A fronteira não negocia

Escolha a vigência, pague no Pix e receba o certificado antes de dar a partida. Leva menos tempo do que abastecer.

Emitir Carta Verde — a partir de R$ 46